Especialista em gestão de RH revela estratégias para separar a vida pessoal do home office

Por conta da pandemia de Covid-19, o trabalho em home office é hoje uma das principais apostas das empresas para seguirem com suas atividades, proporcionando segurança e conforto para seus colaboradores. Atualmente, cerca de 24% das companhias brasileiras já aderiram a esse modo de trabalho. Mas trabalhar de casa, lidar com questões domésticas e manter o foco nas tarefas do mundo corporativo são desafios que precisam ser encarados por profissionais e empresários. Coordenador do curso de Tecnologia em Gestão de RH da Faculdade Santa Marcelina, André da Silva Lucena, revela estratégias que ajudam os colaboradores a separar a vida pessoal dos compromissos, prazos e metas do trabalho. 

Ainda que o home office tenha ganhado forças por conta da pandemia e proporcionado muitas vantagens, ele também forçou novos modelos de relação entre vida, família e trabalho: “É um desafio muito grande dos profissionais, muitos deles, pais e mães, necessitam de grande esforço para buscar o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional. Criar um bom planejamento ajuda muito nesse processo de equilíbrio”. 

André aponta os benefícios que o home office proporciona para milhões de colaboradores: “Para a vida profissional, a melhoria na produtividade e eficiência. O tempo que o funcionário usaria para deslocamento até a empresa se reverte em um investimento para que esse tempo seja mais aproveitado, inclusive contribuindo em suas atividades profissionais e pessoais. Quanto aos benefícios na vida pessoal, a oportunidade de acompanhar os filhos mais de perto, estar próximo da família. Tudo isso afeta na melhoria da qualidade de vida e também na produtividade”.  

O especialista alerta que é preciso ter consciência de que cada atividade, pessoal ou profissional, exige equilíbrio: “É importante que essa divisão seja feita para que não haja deficiência, ou seja, não haja prejuízos nas atividades rotineiras, tanto no pessoal quanto no profissional. É um desafio muito grande, e entendo que, quando essa divisão não ocorre, os objetivos diários podem não ser alcançados”. 

Assim como há vantagens para os funcionários, os empregadores também saem ganhando na modalidade, com vantagens como custos e rendimento dos contratados, como aponta André: “Redução de custo com equipamentos, instalações e suprimentos; motivação e engajamento dos funcionários aumentam e isso reflete também em benefícios ao empregador”.  

Assim como há erros no trabalho presencial, o home office apresentou deslizes que as pessoas comentem no home office e que permitem que a vida profissional invada o espaço pessoal: “A falta de um bom planejamento e falta de foco e maturidade para encarar a nova realidade desse formato de trabalho pode trazer desvios que comprometam esse equilíbrio”. 

André explica como profissionais em altos cargos de liderança e grandes demandas de trabalho podem fazer essa delimitação e ajudar seus colaboradores a separarem bem vida pessoal e trabalho: “Reitero sobre o grande desafio que as pessoas têm na busca desse equilíbrio, e especialmente a alta gestão – que tem um desafio muito maior. Acredito que a prática de gerenciamento por processo pode contribuir a superar esse desafio”.  

Uma das maiores preocupações das empresas e dos empregados está relacionada à saúde mental. Questionado se essa invasão de espaço poderia implicar em malefícios à saúde, como o  burnout, o professor então explica: “A falta de planejamento ocasiona acúmulo de atividades pessoais e profissionais. E esse descontrole alinhado às cobranças vindas de todos os lados, o desgaste excessivo, poderá trazer malefícios à saúde”.  

Por fim, André dá dicas que ajudam a atingir esse objetivo, como separar a vida pessoal e profissional: “Particularmente, o bom planejamento vem me ajudando nas atividades rotineiras. Quando menciono planejamento, me refiro em criar o hábito de cumprir horários pré-estabelecidos. Desdobrar as atividades em importante e urgente contribui para a melhoria da produtividade diária”. 

Sobre a Faculdade Santa Marcelina    

Faculdade Santa Marcelina é uma instituição mantida pela Associação Santa Marcelina – ASM, fundada em 1º de janeiro de 1915 como entidade filantrópica. Desde o início, os princípios de orientação, formação e educação da juventude foram os alicerces do trabalho das Irmãs Marcelinas. Em São Paulo, as unidades de ensino superior iniciaram seus trabalhos nos bairros de Perdizes, em 1929, e Itaquera, em 1999. Para os estudantes é oferecida toda a infraestrutura necessária para o desenvolvimento intelectual e social, formando profissionais em cursos de Graduação e Pós-Graduação (Lato Sensu). Na unidade Perdizes os cursos oferecidos são: Música, Licenciatura em Música, Artes Visuais, Licenciatura em Artes Plásticas e Moda. Já na unidade Itaquera são oferecidas graduações em Administração, Ciências Contábeis, Enfermagem, Fisioterapia, Medicina, Nutrição, Tecnologia em Radiologia e Tecnologia em Estética e Cosmética.

thiagomelego

thiagomelego

Jornalista por tempo de serviço, Radialista, Administrador, tecnólogo em Recursos Humanos. Estuda Análise e Desenvolvimento de Sistemas.