Pacientes em Bauru enfrentam esperas de até oito dias por vagas de internação em hospitais. Nesta quinta-feira (7), 77 pessoas aguardavam em UPAs e no Pronto-Socorro Central, que apresenta corredores lotados. O Estado atribui a demora ao aumento de urgências ortopédicas após o feriado.
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Corredores lotados e demora na regulação de vagas
A crise na saúde em Bauru atingiu um ponto crítico nesta semana, com pacientes aguardando até oito dias por uma vaga de internação hospitalar. Registros em vídeo mostram os corredores do Pronto-Socorro Central (PSC) repletos de macas. Segundo dados da prefeitura, a fila conta com 77 pacientes, sendo que a maioria é composta por idosos e sete pessoas aguardam por uma vaga em UTI.
O gerenciamento dessas vagas é de responsabilidade do Departamento Regional de Saúde (DRS), órgão ligado ao Governo do Estado. Em nota, o DRS informou que monitora a demanda e que o sistema atende a 68 municípios da região. O órgão justificou a lentidão citando um aumento expressivo em casos de urgência ortopédica desde o feriado de 1º de maio, informando que o Hospital de Base (HB) realizou dezenas de atendimentos nesta especialidade nos últimos dias.
Articulação política e investimentos futuros
A Secretaria Municipal de Saúde confirmou o crescimento na procura por atendimentos e afirmou manter diálogo com o Estado para agilizar o fluxo. A prefeita Suéllen Rosim entrou em contato com o secretário estadual de Saúde e deve se reunir com representantes do DRS para alinhar medidas emergenciais.
Como solução a longo prazo, a administração municipal destacou que a reforma do Pronto-Socorro Central está em andamento e que o processo de licitação para o novo Hospital Municipal (HM) continua avançando para tentar desafogar o sistema de saúde da cidade.


