Um desentendimento doméstico mobilizou equipes da Polícia Militar e do SAMU no Residencial Ouro Verde, em Botucatu, na tarde desta terça-feira. O confronto entre padrasto e enteado resultou em ferimentos por faca e uma investigação por lesão corporal e ameaça. Mas o que teria motivado o retorno inesperado da vítima à residência após ter sido expulsa no dia anterior?
Caso foi registrado no Residencial Ouro Verde; padrasto de 47 anos alega legítima defesa após enteado pular muro e invadir imóvel sem autorização
BOTUCATU — Um homem de 30 anos ficou ferido após ser atingido por um golpe de faca durante uma briga com seu padrasto, de 47 anos, na tarde desta terça-feira (7 de julho de 2026). A ocorrência foi registrada no Residencial Ouro Verde, mobilizando a Polícia Militar via Copom para conter o que inicialmente foi relatado como uma desinteligência familiar.
Ao chegarem ao local, os policiais flagraram o padrasto saindo da residência ainda com a faca em mãos, objeto que foi descartado imediatamente após a ordem policial. A vítima foi encontrada com ferimentos na região do tórax e recebeu os primeiros socorros do Samu, sendo encaminhada consciente ao Hospital das Clínicas da Unesp (HCFMB).
Invasão e Legítima Defesa
Os depoimentos colhidos pela Polícia Civil trazem detalhes sobre o histórico de conflitos na residência:
- Antecedentes: A mãe da vítima relatou que o filho havia sido expulso da casa na segunda-feira devido a desavenças constantes;
- O Incidente: Nesta terça, o enteado teria retornado, pulado o muro e invadido o imóvel, iniciando uma nova discussão;
- Versão do Padrasto: O autor do golpe afirmou ter agido em legítima defesa para repelir uma agressão física iniciada pelo enteado;
- Estado da Vítima: Segundo o boletim médico, o homem sofreu apenas uma escoriação superficial e não corre risco de morte.
A faca utilizada foi apreendida pela perícia e, curiosamente, não apresentava vestígios aparentes de sangue no momento da apreensão. A autoridade policial determinou a abertura de um inquérito policial para apurar as responsabilidades e colher novas versões dos fatos na Área 14. As partes foram ouvidas e liberadas após o registro da ocorrência.
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