Uma publicação recente gerou polêmica ao sugerir que os vencimentos na Câmara Municipal deveriam saltar para quase R$ 11 mil. O vereador Paulo Zapparoli se posicionou contra o valor, mas, teve sua fala distorcida. Descubra o que ele realmente foi dito sobre o assunto (sem distorções propositais).
O vereador defendeu o teto de R$ 11 mil? Entenda a diferença entre a lei e a realidade
Nos últimos dias, uma publicação circulou nas redes sociais sugerindo que o vereador Paulo Zaparoli teria afirmado que o subsídio dos parlamentares de São Manuel deveria ser de aproximadamente R$ 11.000. A postagem, baseada em fragmentos de uma entrevista concedida ao Jornal da Clube, gerou indignação. No entanto, a leitura completa da transcrição revela um contexto totalmente diferente — e mostra que a explicação técnica do vereador foi distorcida.
Durante o bate-papo nos estúdios da Rádio Clube, o assunto entrou em pauta quando Thiago Melego questionou o fato de os vencimentos dos vereadores estarem congelados desde 2009. Atualmente, o valor bruto é de R$ 5.500 (com descontos, cerca de R$ 4.600 líquidos).
Ao ser indagado sobre a defasagem, Zaparoli apenas explicou como funciona a regra constitucional. Por lei, o salário de um vereador em municípios do porte de São Manuel pode chegar a até 30% do subsídio de um deputado estadual (que hoje é de R$ 34.774,64). Ou seja, se a lei fosse aplicada friamente e com os reajustes ao longo dos quase 15 anos, o teto permitido seria de fato em torno de R$ 10.432,00.
O que omitiram da história
O que a publicação que viralizou nas redes sociais deixou de fora foi a opinião pessoal do vereador sobre esse valor. Zaparoli usou a matemática apenas para exemplificar o quanto a remuneração ficou congelada no tempo, mas deixou claro que é contra a aplicação desse teto na cidade.
“Eu também acho que num salário de R$ 10 mil… eu acho que é muito. […] Cada um tem que ser consciente do que faz e do que fala, mas eu acho que para São Manuel hoje é muito”, afirmou categoricamente Zaparoli na Rádio Clube, derrubando a tese de que ele estaria advogando em causa própria por um super salário.
No fim das contas, a entrevista tratou da necessidade de transparência e coragem para debater a estrutura política do município sem demagogia. A verdade, quando ouvida na íntegra, tem um tom bem menos escandaloso do que as manchetes tentam vender.
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