Sete aves silvestres nativas, entre Canários-da-Terra e Galos-de-Campina, foram apreendidas pela Guarda Civil Municipal de Areiópolis em uma residência no bairro CDHU II. A ocorrência foi registrada na Delegacia de Polícia de Areiópolis na última terça-feira (23). Mas o que levou os agentes até o local?
Denúncia anônima apontava comércio irregular e manutenção ilegal de aves; animais foram encaminhados ao CEMPAS da UNESP em Botucatu
AREIÓPOLIS — A Guarda Civil Municipal de Areiópolis flagrou, na manhã do último dia 23, a manutenção ilegal de sete aves silvestres em uma residência localizada na Rua Otávio Máximo dos Santos, 60, no CDHU II. A ação foi desencadeada após denúncia anônima noticiando a prática de comércio irregular e manutenção ilegal de aves silvestres em cativeiro.
De acordo com o Boletim de Ocorrência registrado na Delegacia de Polícia de Areiópolis, os guardas municipais Matheus Vinicius de Oliveira e Paulo Sérgio Miranda se deslocaram até o endereço vinculado a Marcelo Teixeira da Costa, que não se encontrava no local no momento da fiscalização.
Os agentes foram recebidos pela companheira do investigado, Carliane Aparecida Cordeiro, que, após cientificada do motivo da fiscalização, confirmou o teor da denúncia e franqueou voluntariamente o ingresso da equipe na residência, indicando o local onde se encontravam as aves.
Durante a fiscalização, foram localizados no interior da moradia 04 (quatro) Canários-da-Terra e 03 (três) Galos-de-Campina, todos mantidos em cativeiro e acondicionados em gaiolas individuais. Questionada acerca da origem dos animais e da documentação comprobatória, Carliane informou não possuir qualquer documento hábil para comprovar a regularidade da guarda.
Os animais foram apreendidos administrativamente e encaminhados ao Centro de Medicina e Pesquisa em Animais Silvestres (CEMPAS) da UNESP de Botucatu, onde permanecerão sob guarda e cuidados técnicos.
A ocorrência foi registrada como crime ambiental previsto no artigo 29, § 1º, inciso III, da Lei Federal n.º 9.605/1998, que criminaliza a manutenção de espécimes da fauna silvestre sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente. A autoridade policial determinou a instauração de Termo Circunstanciado.
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