A aplicação do imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan foi interrompida preventivamente em todo o país. A decisão ocorre após a notificação de episódios adversos em uma pequena parcela dos vacinados, disparando um protocolo de investigação profunda pelos órgãos reguladores. Entenda o que muda para quem já recebeu a dose.
Investigação conjunta entre Anvisa e Butantan busca esclarecer óbitos e casos graves
O Ministério da Saúde determinou a suspensão temporária da vacina contra a dengue do Instituto Butantan após o registro de 42 episódios de reações adversas, incluindo 3 casos graves (dois óbitos e uma internação em UTI) entre as 500 mil doses aplicadas até o momento. Embora a taxa de reação seja considerada baixa (0,7% do total), a medida é tratada como preventiva para garantir a segurança da população.
A imunização, que vinha sendo aplicada em profissionais de saúde e cidades selecionadas como Botucatu (SP), Nova Lima (MG) e Araguaína (TO), passará por novos estudos. O Butantan, a Anvisa e o governo federal trabalham agora para verificar se há relação direta entre os eventos e o imunizante, que possui eficácia global comprovada de 79,6%.
Apesar da interrupção, os dados de 2026 mostram um impacto positivo histórico: houve uma redução de 97% nas mortes por dengue em comparação ao ano anterior. O Butantan reafirmou seu compromisso com a ciência, ressaltando que a suspensão é um protocolo padrão de segurança e que continuará apoiando as autoridades para a conclusão das investigações, ainda sem prazo definido.
Orientação aos vacinados: Quem recebeu a dose nos últimos 21 dias deve ficar atento a sintomas como dor abdominal intensa, sangramentos, vômitos persistentes ou tontura. Em caso de sinais de alarme, a recomendação é procurar atendimento médico imediato.
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