O Gaeco deflagrou nesta terça-feira (2) a Operação Rei do Pix para desarticular um esquema de desvio de recursos públicos da Câmara de Catanduva. Foram cumpridos mandados de prisão e busca em Bauru e outras quatro cidades, com bloqueios de bens que chegam a R$ 20 milhões.
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Investigação aponta desvios de R$ 10 milhões através de 60 empresas de fachada e notas frias
A Operação Rei do Pix, coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), mobilizou forças de segurança para combater um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro. Foram cumpridos 10 mandados de prisão e mais de 50 de busca e apreensão em cidades como Bauru, Adamantina, Jaboticabal, São Paulo e Catanduva, inclusive na sede do Legislativo desta última.
Segundo o Ministério Público, o grupo utilizava amigos e parentes para criar mais de 60 empresas de fachada. Essas empresas simulavam serviços para a Câmara de Catanduva e emitiam notas fiscais falsas. Estima-se que entre 90% e 95% dos valores pagos eram devolvidos aos integrantes do esquema. Entre 2023 e 2024, as investigações identificaram desvios de pelo menos R$ 10 milhões, mas o montante real pode ser ainda maior.
A 1ª Vara Criminal de Catanduva determinou o bloqueio de bens dos investigados, alcançando R$ 20 milhões para os principais envolvidos, visando ressarcir os cofres públicos. Durante a operação, também foram apreendidos veículos e dinheiro em espécie. A ação contou com a participação de 20 promotores de Justiça, 11 agentes da Receita Federal e mais de 200 policiais militares, além do apoio da Polícia Civil.


