Em entrevista a Thiago Melego, o prefeito Osmir Félix e o vice Spock desabafaram sobre o bloqueio de quatro projetos importantes na Câmara Municipal. Entre as propostas paradas há mais de 50 dias, estão a melhoria de uma unidade de saúde, a expansão do aterro sanitário e a criação de frentes de trabalho.
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Impasse político coloca em risco recursos federais e desenvolvimento do município
O prefeito de Pratânia, Osmir Félix, acompanhado do vice-prefeito Spock, utilizou o espaço do Jornal da Clube para denunciar o que chamou de “boicote” por parte dos vereadores de oposição. Segundo o chefe do Executivo, quatro projetos de lei fundamentais para a população estão parados no Legislativo há mais de 50 dias sem serem colocados em pauta para votação.
Entre as propostas travadas, a mais urgente envolve a área da Saúde. Trata-se de um crédito para utilizar uma sobra de recursos de R$ 340 mil, autorizada pelo Ministério da Saúde, para a construção de um muro e pavimentação interna da nova Unidade Básica de Saúde (UBS). O prefeito alertou que, devido ao prazo eleitoral e à demora na aprovação, o município corre o risco real de perder esse dinheiro e ter que devolvê-lo ao Governo Federal.
Crise no lixo e frentes de trabalho
Outro ponto crítico mencionado na entrevista é a expansão do aterro sanitário municipal. Osmir Félix explicou que o local já atingiu sua capacidade máxima e a prefeitura precisa adquirir uma nova área de terra para continuar o serviço. Sem a autorização da Câmara, a cidade pode ser multada pela CETESB (órgão ambiental do estado), gerando prejuízos financeiros diretos aos cofres públicos.
O pacote de projetos parados também inclui a criação de uma Frente de Trabalho. O objetivo é oferecer emprego temporário para pessoas desempregadas, com jornada de quatro horas diárias, auxílio de meio salário mínimo e cursos de capacitação profissional. Além disso, há um projeto para a expansão do Distrito Industrial, visando atrair novas empresas e gerar renda para os moradores locais.
Críticas à atuação dos vereadores
Durante a conversa, o prefeito criticou a postura dos parlamentares de oposição, afirmando que as sessões da Câmara Municipal têm durado menos de 20 minutos por falta de debates e votações de interesse público. Ele alegou que os vereadores estão sendo “manipulados” e que os pedidos de informações enviados à Prefeitura servem apenas para justificar a demora na votação dos projetos.
“Quem perde não sou eu ou o meu vice, é a população que utiliza o serviço público”, afirmou o prefeito. Osmir finalizou desafiando os vereadores para um debate público e pediu que os cidadãos acompanhem de perto o trabalho do Legislativo na próxima sessão.


