Um bebê nasceu sem vida após sua mãe ser internada na Maternidade Santa Isabel, em Bauru, no dia 8 de abril. A família acusa a equipe médica de ter recusado uma cesariana solicitada pelo pai, mesmo com a gestante apresentando pressão alta e ausência de movimentos fetais. A Polícia Civil e a Secretaria Estadual de Saúde apuram o caso.
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Família afirma que cesariana foi negada horas antes da morte do bebê
Uma família de Piratininga registrou um boletim de ocorrência na delegacia local após a morte de seu bebê durante o parto ocorrido em 8 de abril de 2026 na Maternidade Santa Isabel, em Bauru. A gestante estava com 40 semanas e seis dias de gravidez, realizava pré-natal regular e foi internada após apresentar pressão alta e relatar que o bebê havia parado de se mexer.
Segundo o boletim de ocorrência, o companheiro da gestante pediu à equipe médica a realização de uma cesariana, mas foi informado de que o procedimento não seria realizado naquele momento por a mulher ainda não estar em trabalho de parto. A família cita a Lei Estadual nº 17.137/2019, que assegura à gestante o direito de escolher a via do parto a partir da 39ª semana.
Parto induzido à noite terminou com bebê sem sinais vitais
Durante a noite do mesmo dia, a equipe médica optou pela indução do parto. Horas depois, ao monitorar os batimentos cardíacos do bebê, os profissionais constataram a ausência de sinais vitais. A mãe foi então submetida a uma cesariana de emergência, mas o bebê já havia morrido. O corpo foi sepultado no dia seguinte, no cemitério de Piratininga.
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo informou em nota que “lamenta profundamente o ocorrido” e determinou a abertura de apuração interna para análise do relatório médico. A Polícia Civil investiga se houve falha no atendimento prestado pela maternidade.


