EMPRESÁRIO DE AVARÉ OFERECE R$ 1 BILHÃO EM ACORDO DE DELAÇÃO, MAS MINISTÉRIO PÚBLICO RECUSA

Um empresário natural de Avaré, investigado por fraude e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis, tenta firmar um acordo de delação premiada. Ele propôs devolver quase R$ 1 bilhão e denunciar servidores, mas o Ministério Público exige provas inéditas sobre o envolvimento de uma facção criminosa no esquema.

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Proposta de delação não convence promotores por falta de provas novas

O investigado, que está foragido há mais de sete meses, é apontado como gestor financeiro de um grupo que atua na produção e distribuição de combustíveis. A organização foi alvo de uma operação policial em agosto do ano passado. O sócio dele também está foragido e tenta negociar uma colaboração semelhante.

As negociações enfrentam resistência entre os promotores do Ministério Público de São Paulo. As autoridades cobram informações mais detalhadas sobre a participação de uma facção criminosa no esquema de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro. O acordo oferecido pelo empresário, mantido em sigilo, incluiria a devolução de quase R$ 1 bilhão aos cofres públicos e acusações contra servidores e magistrados.

Apesar da oferta milionária, os promotores avaliam que as informações apresentadas já são conhecidas ou podem ser obtidas por outros meios. O investigado teria admitido fraudes tributárias, mas não confirmou o envolvimento direto com a lavagem de dinheiro para a facção, que é o foco principal das investigações.

Além disso, os servidores citados na proposta já eram alvo de apurações anteriores. A defesa do empresário afirma que as negociações são sigilosas e sustenta que não há provas da ligação do cliente com o crime organizado. A decisão final sobre o acordo caberá ao procurador-geral de Justiça.

As investigações apontam que o grupo adquiriu empresas do setor em 2020 por R$ 52 milhões e passou a controlar toda a cadeia produtiva, adulterando combustíveis para reduzir custos. Integrantes da facção criminosa teriam intimidado donos de postos independentes para forçar a venda dos estabelecimentos e expandir o domínio do esquema.

Foto: A Voz do Vale

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