Uma gestante de 37 anos perdeu sua filha após aguardar 12 horas em trabalho de parto na Maternidade Santa Isabel, em Bauru. A família denuncia que o pedido de cesárea foi negado e que a cirurgia só ocorreu quando a bebê já estava sem vida. O hospital abriu investigação.
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Pedido de cesárea negado e complicações graves durante o parto
A paciente deu entrada na Maternidade Santa Isabel no dia 27 de fevereiro, com 40 semanas e dois dias de gestação. Segundo a família, a gravidez foi tranquila e sem problemas. A internação ocorreu às 14h, e a gestante foi levada para a ala de parto normal após apresentar sangramento e três centímetros de dilatação.
Mesmo com o aumento das dores, a equipe médica optou por tentar o parto normal, alegando que mãe e filha estavam bem. A gestante solicitou uma cesárea, direito garantido por lei estadual, mas o pedido não foi atendido de imediato. Às 23h, com nove centímetros de dilatação, ela pediu a cirurgia novamente e foi informada de que havia outras três grávidas na frente.
Cirurgia de emergência e luto da família
Após novas tentativas de parto normal, a equipe de enfermagem não conseguiu mais ouvir os batimentos cardíacos da bebê. Um médico cirurgião foi chamado às pressas. A cesárea foi realizada em cerca de 15 minutos, mas a criança já nasceu sem vida. A equipe tentou reanimar a recém-nascida por 40 minutos, sem sucesso.
Além da perda trágica, a mãe sofreu graves ferimentos internos, incluindo o rompimento do útero e a perfuração da bexiga, o que causou uma hemorragia intensa. Ela precisou receber cinco bolsas de sangue e passou por uma cirurgia de urgência com um urologista. A paciente ficou internada por nove dias e recebeu alta no último domingo (8).
Investigação e resposta do hospital
A família registrou um Boletim de Ocorrência (BO) na polícia e cobrou explicações da diretoria do hospital. O avô da criança lamentou a situação, afirmando que a tragédia poderia ter sido evitada se a lei da cesárea tivesse sido cumprida.
Em nota oficial, a Maternidade Santa Isabel lamentou profundamente o caso e informou que abriu uma investigação interna (sindicância) para apurar o que aconteceu. A diretoria afirmou que está à disposição da família para prestar esclarecimentos. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) também foi procurada para informar sobre as investigações policiais, mas ainda não enviou resposta.


