Uma mãe denunciou supostos maus-tratos em uma creche conveniada com a Prefeitura de Bauru, no Jardim Redentor. Ela afirma que a filha, de um ano e cinco meses, mudou de comportamento e que áudios gravados na mochila registrariam choro, ofensas e negligência. A SME diz que apura o caso e a entidade afastou citados.
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Denúncia aponta agressões verbais e negligência nos cuidados
Segundo o Boletim de Ocorrência (BO), a mãe relatou que desconfiou de maus-tratos após notar uma mudança brusca de comportamento da bebê, de um ano e cinco meses, em casa: choro frequente, agressividade e sinais de estresse com a família.

Para entender o que estaria acontecendo, ela disse ter colocado um gravador de áudio na mochila da filha. De acordo com o relato, os registros somariam cerca de três horas e mostrariam choros constantes, ofensas direcionadas a crianças e situações de negligência em cuidados básicos. A mãe afirma que as falas atribuídas a cuidadoras envolveriam humilhações e ameaças relacionadas ao sono das crianças.
Prefeitura diz que foi à unidade e iniciou apuração
Em nota, a Prefeitura de Bauru, por meio da Secretaria Municipal de Educação (SME), informou que tomou conhecimento do caso na última semana envolvendo uma mãe e a Associação Creche Berçário Rodrigues de Abreu, entidade conveniada ao município no Jardim Redentor.
Segundo a SME, uma equipe esteve na unidade, ouviu a direção, orientou pelo afastamento de uma colaboradora — medida que teria sido adotada — e deu início à apuração dos fatos, com procedimentos administrativos. A Secretaria afirmou que acompanha o caso e reforçou o compromisso com a segurança, o cuidado e a qualidade do atendimento na rede municipal.
Entidade diz que reestruturou equipe e afastou colaboradores citados
A Associação Creche Berçário Rodrigues de Abreu divulgou uma nota pública informando que, após tomar conhecimento dos relatos, adotou medidas administrativas preventivas. Entre elas, a reestruturação imediata do quadro de funcionários da turma mencionada e o afastamento preventivo dos colaboradores citados.
A entidade afirmou ainda que está colaborando com a SME e com as autoridades competentes para esclarecer o caso e que permanece à disposição de pais, responsáveis e da comunidade para prestar esclarecimentos.


