PROFESSOR DE MÚSICA É PRESO EM ITATINGA SUSPEITO DE ABUSAR DE ALUNAS DURANTE AULA PARTICULAR

Um professor de um projeto social da Prefeitura de Itatinga foi preso em flagrante nesta sexta-feira (20) após abusar de duas meninas, de 9 e 11 anos. O crime ocorreu na casa do suspeito, que havia oferecido aulas gratuitas. A Polícia Civil pediu que ele continue preso por tempo indeterminado.

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Aulas gratuitas em casa serviram como armadilha para o crime

O caso chocante foi registrado pela Polícia Civil de Itatinga. Duas mães procuraram a delegacia para denunciar o professor de música de seus filhos, que participam do Projeto Espaço Amigo, mantido pela prefeitura há cerca de três anos.

Na última quarta-feira (18), o homem ofereceu aulas particulares gratuitas no estúdio de sua própria casa. Acreditando na boa intenção do educador, as mães levaram as crianças na manhã desta sexta-feira (20), por volta das 8h. O suspeito chegou a pedir que o convite não fosse comentado com a coordenação do projeto social.

Relatos das vítimas e acionamento da polícia

Após a aula, duas meninas, de 9 e 11 anos, relataram às mães que o professor as levou para um quarto, onde cometeu os abusos tocando em suas partes íntimas. Um menino de 9 anos também foi levado a um cômodo separado, onde o homem fez perguntas estranhas sobre uso de medicamentos e medos, mas não houve relato de toque físico.

Imediatamente, as famílias acionaram o Conselho Tutelar de Itatinga, que pediu apoio da Guarda Civil Municipal (GCM). As crianças foram levadas ao hospital da cidade para exames médicos e, em seguida, encaminhadas à delegacia para o registro da ocorrência.

Prisão sem direito a fiança e risco a outras crianças

As vítimas contaram ainda que o professor revelou que outras crianças iriam à sua casa nos próximos dias para as mesmas “aulas gratuitas”. Diante da gravidade dos fatos e do risco para outros menores, o homem foi preso em flagrante.

O crime de abuso contra menores de 14 anos é considerado gravíssimo e não tem direito a fiança. O delegado responsável pediu à Justiça a prisão preventiva do suspeito, ou seja, que ele permaneça preso por tempo indeterminado para garantir a segurança da população e evitar novas vítimas. Ele foi encaminhado à Cadeia Pública local, onde aguardará a decisão judicial.

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