Vice-prefeito afirma que prefeitura não vai mais tolerar falta de resultados e propõe que FAMESP ou UNIMED assumam o pronto-socorro se atual direção não der conta.
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“Não tem mais tempo”
Em entrevista ao jornalista Thiago Melego, no Jornal da Clube, o vice-prefeito de São Manuel, Gê Barros, adotou um tom duro ao ser questionado sobre a crise no hospital da cidade. Perguntado “até quando vão passar a mão na cabeça” da atual diretoria (referindo-se ao Dr. Kandir Dinhane e equipe), Gê foi enfático: “Não tem mais tempo. É um ultimato.”
O vice-prefeito revelou que a administração municipal já realizou dezenas de reuniões com a diretoria da Santa Casa, mas “nada muda”. Segundo ele, a prefeitura não aceitará mais a falta de soluções e já apresentou alternativas drásticas para resolver o problema de atendimento à população.
As propostas na mesa
Gê Barros listou duas opções que a prefeitura já colocou para a diretoria do hospital caso eles não consigam gerir a unidade de forma eficiente:
- Parceria com a Unimed: O plano de saúde passaria a administrar o Pronto Atendimento do hospital de São Manuel. Tudo continuaria igual e gratuito, mas a gestão seria feita pela UNIMED e não mais a atual diretoria.
- Passar a gestão para a FAMESP: A Fundação, que já administra o Hospital das Clínicas da Unesp, assumiria a gestão completa do hospital e do pronto-socorro de São Manuel.
“Precisamos de uma solução. Ou apresentem um plano viável, ou falem que não conseguem fazer a gestão e deixem que a gente faça ou coloque alguém que tenha condições”, disparou Gê.
Vergonha na Secretaria de Saúde
O vice-prefeito relatou um episódio constrangedor vivido em uma reunião com o Secretário de Estado da Saúde, Dr. Eleuses Paiva. Segundo Gê, ao pedirem mais recursos “fundo a fundo”, ouviram uma dura resposta do secretário direcionada à diretoria do hospital: “Vocês não estão fazendo o dever de casa.”
O motivo da crítica é a baixíssima taxa de ocupação do hospital, que hoje é de apenas 22,5%, quando o ideal para saúde financeira seria de 80%. “Nós passamos vergonha. Temos uma demanda reprimida de 970 cirurgias e o hospital fez apenas 18 no ano passado pelo SUS”, lamentou Ge.
Erro médico e falta de humanização
A entrevista também abordou o recente erro na transferência de uma paciente, admitido pela prefeitura como uma falha grave de identificação. Além disso, foi citado o relato de uma munícipe, Yara Lozano, denunciando descaso e falta de humanização no atendimento noturno, com profissionais supostamente conversando enquanto pacientes aguardavam.
“Falta gestão. Falta humanização. A prefeitura faz o repasse, está em dia, mas não tem gerência sobre o hospital. Isso não vai passar em branco na nossa gestão”, concluiu o vice-prefeito, prometendo mudar essa realidade.


