ESPAÇO MIACOLHA: UM NOVO CONCEITO DE SAÚDE MENTAL E NEUROPSICOLOGIA EM SÃO MANUEL

Clínica inaugurada por especialistas oferece avaliação neuropsicológica e intervenção humanizada para crianças, adultos e idosos, com foco no acolhimento familiar.

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Muito além do diagnóstico

São Manuel acaba de ganhar um espaço diferenciado voltado para a saúde mental e o desenvolvimento humano: o Espaço MiAcolha. Idealizado pelas psicólogas Caroline Raymundo e Luana Dagina, o local nasce com a proposta de oferecer não apenas tratamento técnico de excelência, mas um verdadeiro acolhimento para pacientes e suas famílias.

Em entrevista recente a Thiago Melego, as especialistas detalharam a missão da clínica. A decisão partiu de buscarmos um espaço onde as mães se sintam em casa. Faltava um lugar onde a rotina não fosse voltada apenas para as terapias, mas para o acolhimento integral, explicou Caroline.

Excelência Técnica e Complementaridade

O grande diferencial do MiAcolha está na união de duas profissionais com currículos robustos e complementares:

  • Caroline Raymundo: Especialista em Psicologia Hospitalar (Albert Einstein), Neuropsicologia (Santa Casa-SP) e Psicologia do Trânsito (USC). Foca em avaliações neuropsicológicas rigorosas para diagnósticos precisos.
  • Luana Dagina: Mestranda em Neurociências (USP) e especialista em Análise do Comportamento Aplicada (ABA) e Reabilitação Neuropsicológica. Atua fortemente na intervenção clínica, reabilitação e suporte familiar.

A gente se completa. Eu faço as avaliações e ela realiza as principais intervenções, resumiu Caroline. O atendimento abrange desde a intervenção precoce com bebês até o suporte para adultos e idosos com queixas de memória ou dificuldades no trabalho.

Avaliação Personalizada: “Não é receita de bolo”

Durante a entrevista, as psicólogas desmistificaram o processo de avaliação neuropsicológica. Segundo Caroline, não existe um padrão único: Cada pessoa vai ter uma bateria única de testes. Você pode ter uma dificuldade de memória visual e ser excelente na verbal. Temos que avaliar os dois âmbitos”. O processo é minucioso, levando de dois a três meses para garantir um diagnóstico assertivo e evitar rótulos precipitados.

Cuidado com a “Hipermedicalização”

Um ponto de alerta levantado por Luana foi o uso excessivo de medicamentos sem o devido acompanhamento terapêutico, o chamado “bloco do tarja preta”. O remédio muda processos bioquímicos, mas não muda comportamento. Ele trata o sintoma, não a causa, explicou.

Ela citou o exemplo da ansiedade e da insônia: Uma pessoa que não dorme é disfuncional. Às vezes o medicamento é necessário para organizar a parte química, mas a terapia é fundamental para trabalhar os gatilhos e a funcionalidade da vida.

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