Em entrevista à Rádio Clube, o otorrinolaringologista Antônio Carlos Marão explicou que o ronco frequente pode ser sinal de apneia do sono. O médico destacou os riscos cardíacos e deu dicas valiosas para melhorar a qualidade do descanso e a saúde geral.
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O perigo silencioso das noites mal dormidas
Nesta quarta-feira (21), o médico otorrinolaringologista Dr. Antônio Carlos Marão, que completa 24 anos de atuação em São Manuel, concedeu uma entrevista à Rádio Clube (88.7 FM). O tema central foi a qualidade do sono, com foco especial no ronco e na apneia (pausas na respiração durante o sono).
Segundo o especialista, o ronco não deve ser ignorado, especialmente se ocorrer mais de quatro vezes por semana. “O ronco é um sinal que pode mostrar algo mais grave. Atrás dele pode vir a apneia, trazendo riscos cardiovasculares, como infarto e derrame”
, alertou o médico. Ele explicou que noites mal dormidas resultam em cansaço, falta de concentração e dores de cabeça durante o dia.
Mudança de hábitos é fundamental
Para melhorar a qualidade do sono, Dr. Marão recomendou evitar refeições pesadas à noite. O ideal é jantar algo leve cerca de 4 horas antes de dormir. Outro vilão apontado foi o uso de telas (celulares e TV) na cama, que estimulam o cérebro e prejudicam o descanso.
Sobre o café, a orientação foi rigorosa: Se a gente for pegar ali a recomendação da Academia Americana do Sono, [o ideal é] evitar bebidas cafeinadas a partir das duas da tarde
. Ele também criticou o uso de telas à noite: O espectro da luz branca é pior… ela é um estímulo a mais
.
Sobre o diagnóstico, o médico citou a polissonografia (exame do sono) como o método mais eficaz, mas comentou que relógios inteligentes (smartwatches) de boa qualidade já ajudam a indicar alterações nos batimentos e na oxigenação, servindo como um alerta para procurar ajuda médica.
24 anos de dedicação e formação na Unesp
Esse ano agora, dia 1º de fevereiro, eu completo 24 anos de consultório aqui em São Manuel
, contou o médico, brincando que já são quase bodas de prata
. Sobre sua trajetória, ele destacou sua base acadêmica e a especialização contínua. Eu particularmente hoje na Unesp, eu faço um pouco da parte de ronco, de apneia… acabei fazendo mestrado, doutorado, que eu aprofundei um pouquinho mais nessa área
, explicou, ressaltando que a otorrinolaringologia é uma área ampla que combina tanto a parte clínica com a parte cirúrgica
.
Veja a íntegra da entrevista:


