Um policial militar de folga foi preso em flagrante após atirar contra o ex-namorado de sua companheira dentro de um condomínio em Bauru. A vítima foi baleada no abdômen e passou por cirurgia. Câmeras de segurança mostram uma versão diferente da alegada pelo PM. O que as imagens revelaram?
Agente de 27 anos foi indiciado por tentativa de homicídio; vítima de 24 anos foi baleada no abdômen e passou por cirurgia no Hospital de Base
BAURU — Uma desavença amorosa quase terminou em tragédia em Bauru. Um policial militar de folga foi preso em flagrante e teve sua arma apreendida após atirar contra o ex-namorado de sua companheira, no interior de um condomínio. O episódio foi registrado por câmeras de segurança, cujas imagens já foram obtidas pela Polícia Civil. O agente foi indiciado por tentativa de homicídio na madrugada desta sexta-feira (24).
A ocorrência
Segundo o registro da Polícia Civil de Bauru, o indiciado, de 27 anos, foi detido por equipes de companheiros de farda em um residencial na região Norte da cidade. A vítima, de 24 anos, foi baleada no abdômen e socorrida por um amigo ao Pronto-Socorro Central em estado grave, sendo submetida a cirurgia no Hospital de Base de Bauru. O rapaz passou por laparoscopia e segue internado, acordado, em estado considerado estável.
O que diz a investigação
Ainda segundo a Polícia Civil, testemunhas e o videomonitoramento apontam que o policial militar apontou a arma para a cabeça da vítima, mesmo depois de ela ter sido baleada. Munícipes relataram discussões anteriores entre as partes, sem registro de boletim de ocorrência.
No interrogatório, o policial militar alegou que a vítima proferiu ameaças e aparentava portar objeto semelhante a uma arma de fogo, iniciando-se luta corporal na qual a vítima teria tentado pegar sua arma, resultando em um suposto disparo acidental.
Versão das câmeras
As imagens das câmeras de segurança mostram uma situação distinta. A investigação aponta que o veículo do PM entrou no condomínio às 23h27 e, após breve cruzamento com o carro da vítima, o policial desce deliberadamente, corre em direção ao veículo, inicia agressões físicas e efetua o disparo no abdômen. Não há indícios de abordagem policial padrão, comandos verbais ou busca de cobertura, consta do registro policial. A perícia não encontrou objeto ilícito no veículo da vítima, apenas peças automotivas de trabalho.
O espaço permanece aberto para manifestações da defesa do policial preso e da Polícia Militar.
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