PAI DE SANTO PRESO SUSPEITO DE IMPORTUNAÇÃO SEXUAL DIZIA A FIÉIS QUE ELAS TINHAM CÂNCER PARA TOCÁ-LAS, RELATAM VÍTIMAS

O pai de santo preso por suspeita de importunação sexual em Areiópolis dizia às vítimas que elas tinham câncer para justificar toques em seus corpos durante supostos rituais de cura. Pelo menos cinco mulheres denunciaram os abusos, relatando que eram induzidas a ficarem nuas. Mas como as investigações avançaram e o que diz a defesa?

Valdecir Luiz de Oliveira, de 51 anos, foi preso preventivamente; ele é investigado por violação sexual mediante fraude e estelionato após denúncias de pelo menos cinco mulheres

AREIÓPOLIS — O pai de santo preso por suspeita de importunação sexual em Areiópolis utilizava métodos de manipulação psicológica para abusar de fiéis. Segundo relatos contidos em boletins de ocorrência, ele dizia às vítimas que elas tinham câncer para justificar toques em seus corpos durante supostos rituais de cura.

Valdecir Luiz de Oliveira, de 51 anos, foi preso preventivamente no dia 23 de junho. Ele é investigado por violação sexual mediante fraude e estelionato. O suspeito, que se apresentava como líder religioso da quimbanda, fazia falsos diagnósticos de câncer de mama e de útero para convencer as mulheres de que precisavam participar de procedimentos espirituais.

De acordo com os depoimentos, durante os rituais, Valdecir pedia que as mulheres ficassem seminuas ou nuas. Sob a justificativa de promover uma “cura espiritual”, ele realizava toques nos corpos das vítimas, incluindo seios e partes íntimas. Uma das mulheres relatou ter transferido quase R$ 700 ao suspeito pelos supostos trabalhos.

As vítimas afirmaram à Polícia Civil que não tinham qualquer diagnóstico médico de câncer e que as afirmações do suspeito causaram medo e prejuízos financeiros, já que algumas buscaram empréstimos para realizar exames reais. Valdecir foi encaminhado à Penitenciária de Iaras.

Em nota, a advogada de defesa, Luciana Cristina Alves, afirmou que o caso está em fase de investigação e que já apresentou documentos pertinentes às autoridades. A defesa reafirma confiança no devido processo legal e na presunção de inocência, destacando que as alegações serão esclarecidas durante a instrução do caso.

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