A agonia de uma mulher de 60 anos, com fraturas na cabeça e no braço, expõe a crise na saúde pública de Bauru. Há cinco dias em uma maca no corredor do Pronto-Socorro Central, a paciente aguarda uma cirurgia urgente enquanto a família denuncia o descaso. Mas por que a transferência para o Hospital de Base ainda não aconteceu?
Vídeos mostram corredores lotados e pacientes esperando internação há mais de duas semanas na unidade; Departamento Regional de Saúde promete transferência para esta terça-feira
BAURU — A superlotação e a demora na transferência de pacientes do Pronto-Socorro Municipal Central (PSMC) de Bauru voltaram ao centro das atenções nesta segunda-feira (14 de julho de 2026). O caso de uma idosa de 60 anos, que aguarda há cinco dias por uma vaga de ortopedia, gerou indignação e denúncias por parte de seus familiares.
Segundo Everton Rodrigo Caetano, de 39 anos, filho da paciente, a mãe sofreu fraturas graves na cabeça e no braço e necessita de uma cirurgia de urgência. Enquanto o leito no Hospital de Base não é liberado, ela permanece acomodada em uma maca improvisada em pleno corredor, sofrendo com dores constantes. Everton relatou ainda que a mãe chegou a cair no banheiro da unidade durante a madrugada devido à instabilidade de seu quadro.
Cenário de Crise
A denúncia aponta que o problema é sistêmico e afeta dezenas de outras pessoas:
- Superlotação: Registros em vídeo mostram diversos pacientes em macas e cadeiras espalhados pelos corredores;
- Espera Prolongada: Há relatos de pessoas aguardando internação há mais de 15 dias, algumas em estados ainda mais graves;
- Resposta Oficial: Em nota, o Departamento Regional de Saúde (DRS) de Bauru informou que a paciente deve ser transferida para o Hospital de Base nesta terça-feira (15).
A situação reacende o debate sobre a falta de leitos hospitalares e a dificuldade de acesso a atendimentos especializados na região, deixando famílias em alerta sobre o risco de agravamento dos quadros clínicos durante a espera.
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