A Delegacia de Defesa da Mulher de Botucatu efetuou a prisão em flagrante de uma moradora do Jardim Reflorenda durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão. O caso, que investiga denúncias de filmagens clandestinas no ambiente familiar, destaca o rigor da nova legislação que tornou inafiançáveis crimes de armazenamento de material ilícito envolvendo menores.
Investigação da DDM apura denúncias de abuso e filmagens clandestinas contra adolescente
A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Botucatu realizou, na manhã desta terça-feira (16), uma operação para cumprir mandado de busca e apreensão em uma residência localizada no Jardim Reflorenda. A ação resultou na prisão em flagrante de CGSE, indiciada pelo crime de armazenamento de pornografia infantojuvenil.
A investigação teve início após denúncias apresentadas pelo genitor de uma adolescente de 17 anos, relatando que o padrasto da jovem, FAE, teria realizado filmagens clandestinas da menor durante o banho. Durante a diligência, os policiais civis apreenderam um notebook e os aparelhos celulares dos envolvidos. No dispositivo da mulher, a perícia inicial localizou vídeos da própria filha em situações íntimas e outro vídeo de um menor de idade desconhecido em cena de sexo explícito.
Diante das evidências, a autoridade policial, ratificou a prisão em flagrante com base no Artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). É importante ressaltar que, com a recente Lei nº 14.811/2024, tal conduta passou a ser considerada crime hediondo, o que inviabiliza o arbitramento de fiança. A indiciada foi encaminhada à Cadeia de Custódia da Delegacia Seccional de Botucatu, onde aguarda a audiência de custódia.
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