GOVERNO DE SP ENDURECE PUNIÇÕES PARA MAUS-TRATOS A ANIMAIS; MULTAS PODEM CHEGAR A R$ 50 MIL

O Governo do Estado de São Paulo publicou uma nova resolução da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) que amplia o rigor das punições para maus-tratos a animais. As multas podem variar de R$ 3 mil a R$ 50 mil por animal, dependendo da gravidade da infração.

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Nova resolução da Semil atualiza regras para punições em casos de crueldade, abandono e reincidência, além de alterar normas para acordos de recuperação ambiental

O Governo do Estado de São Paulo publicou uma nova resolução da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) que endurece as punições para casos de maus-tratos a animais, especialmente em situações de crueldade, abandono e reincidência. A medida também atualiza as regras para acordos de recuperação ambiental.

Entre as principais mudanças está o aumento das punições para casos de abuso, maus-tratos, ferimentos ou mutilação de animais, sejam eles silvestres, domésticos, nativos ou exóticos. As multas podem variar de R$ 3 mil a R$ 50 mil por animal.

Segundo o diretor de Proteção e Fiscalização Ambiental da Semil, André Rocha, as mudanças ajudam a fortalecer a política ambiental do estado. “A resolução aprimora os instrumentos de conciliação ambiental e, ao mesmo tempo, estabelece critérios mais rigorosos para responsabilização em casos de maus-tratos, especialmente quando houver crueldade, reincidência ou sofrimento intenso do animal”, afirmou.

A nova regra também detalha como o valor da multa será calculado, levando em conta a gravidade da infração, o sofrimento causado ao animal, o tamanho do dano e a atitude do responsável.

Algumas situações podem aumentar ainda mais a penalidade, como abandono, reincidência, subnutrição e situações em que o animal não consegue se defender ou fugir. A punição também pode ser mais severa quando o próprio tutor ou responsável comete a infração ou deixa de garantir cuidados básicos, segurança e bem-estar.

Punições mais severas — Nos casos mais graves, a resolução permite que o valor da multa seja ampliado de forma significativa. Isso pode acontecer quando houver uso de métodos cruéis, ganho financeiro com a prática ilegal, divulgação ou organização da infração pelas redes sociais, participação de crianças e adolescentes ou envolvimento de espécies ameaçadas de extinção.

Recuperação ambiental — A resolução também atualiza as regras dos Termos de Compromisso de Recuperação Ambiental (TCRA), acordos usados para reparar danos ambientais e regularizar infrações. Continua valendo a possibilidade de reduzir em até 40% o valor da multa para quem optar por fazer um acordo ambiental. Porém, a nova regra dá descontos maiores para quem procurar a regularização logo no início do processo. Quanto mais tempo passar, menor será o desconto.

Os descontos só serão mantidos se o acordo for realmente cumprido. Quem deixar de cumprir as obrigações previstas no TCRA por mais de 90 dias poderá perder o desconto e ter que pagar novamente o valor total da multa, além de outras penalidades previstas na legislação ambiental.

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