O empresário de Avaré, conhecido como “Beto Louco”, entregou ao Ministério Público uma proposta de delação premiada. Ele promete detalhar um esquema bilionário de fraudes e lavagem de dinheiro, entregando celulares e documentos que podem comprovar o envolvimento de servidores públicos e juízes do Estado.
#Avaré #Polícia #Investigação #DelaçãoPremiada #EsquemaBilionário #Área14
detalhes da proposta de colaboração
O empresário Roberto Augusto Leme da Silva, natural de Avaré (SP), concluiu e entregou os anexos de sua delação premiada ao Ministério Público de São Paulo. Ele se compromete a explicar como funcionava um grande esquema de fraudes fiscais, sonegação e lavagem de dinheiro, investigado na Operação Carbono Oculto.
Segundo as informações enviadas à Promotoria, o empresário afirma ter provas da participação de funcionários públicos e magistrados (juízes) no esquema. Para comprovar suas falas, ele entregou documentos e dezenas de celulares que usava. Os advogados dizem que os aparelhos contêm dados importantes para a investigação.
Uma tentativa anterior de delação havia sido rejeitada pela Procuradoria-Geral da República, pois envolvia políticos de alto escalão em Brasília. A proposta atual, no entanto, não inclui autoridades com foro privilegiado.
operação investiga lavagem de dinheiro
A Operação Carbono Oculto, iniciada em agosto de 2025, investiga como o crime organizado se infiltrou em negócios legais, como postos de combustíveis, padarias e empresas financeiras. O objetivo era movimentar grandes quantias de dinheiro sujo para fazê-lo parecer legal.
A Polícia Federal e o Ministério Público apontam o empresário de Avaré como um dos principais líderes desse esquema bilionário, que estaria ligado a uma facção criminosa e atuava fortemente no setor de combustíveis.
suspeito segue foragido
Atualmente, o empresário está foragido da Justiça. Mesmo escondido, ele passou as últimas semanas em contato com seus advogados para organizar os documentos da delação. Esses papéis funcionam como um rascunho das informações que ele vai detalhar caso o acordo de colaboração seja aceito pelas autoridades.
Foto: A Voz do Vale


