A Prefeitura de São Manuel precisou improvisar a coleta de lixo com veículos próprios após o fim do contrato com a antiga prestadora. Em entrevista a Thiago Melego e Rogério Rossi, o secretário Sineval explicou a transição e respondeu a questionamentos sobre enchentes, mato alto e limpeza urbana.
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O improviso na coleta e o fim do contrato
Durante entrevista à Rádio Clube, conduzida pelos apresentadores Thiago Melego e Rogério Rossi, o Secretário de Agricultura e Meio Ambiente, Sineval Vernier, explicou o atual cenário da limpeza pública. O contrato emergencial com a antiga empresa terminou e a nova licitação ficou travada por 40 dias no Tribunal de Contas.
Questionado por Thiago Melego sobre o uso de caminhonetes (como Saveiro e Oroch) e caminhões comuns para recolher o lixo, Sineval confirmou a situação. Ele explicou que, para a cidade não ficar suja e o lixo não acumular, a Prefeitura colocou sua própria frota nas ruas de forma temporária, incluindo um caminhão de prensa que foi recentemente reformado pelo município.
Rogério Rossi questionou o motivo de as empresas sempre deixarem a cidade na mão. O secretário esclareceu que muitas não calculam direito os custos e a logística de São Manuel, que possui muitos morros, e acabam não aguentando o serviço, já que operavam com apenas dois caminhões para recolher cerca de 30 toneladas de lixo por dia.
Nova empresa e ampliação da frota
A solução definitiva, segundo o secretário, começa nesta sexta-feira. Uma nova empresa assumirá o serviço, também em caráter emergencial, mas com uma estrutura maior: três caminhões rodando e um veículo reserva. Thiago perguntou se agora o serviço vai se firmar, e Sineval garantiu que sim. Com a chegada da nova empresa, o caminhão da prefeitura será deslocado para fazer apenas a coleta de materiais recicláveis (sacos verdes).
Reclamações sobre mato alto e limpeza de calçadas
Thiago Melego apresentou a reclamação de um ouvinte sobre o mato alto tomando conta das calçadas no bairro Bom Pastor. Sineval respondeu que um mutirão de limpeza está passando pelos bairros, mas o excesso de chuvas faz o mato crescer muito rápido. Para melhorar o serviço, a prefeitura vai comprar dois tratores pequenos.
Durante o bate-papo, Rogério Rossi e Thiago debateram sobre a responsabilidade da limpeza. O secretário reforçou que a prefeitura limpa as áreas públicas, mas a manutenção das calçadas é dever de cada morador, pedindo a conscientização da população.
Enchentes, chuvas extremas e novas pontes
O volume de chuvas também foi pauta. Thiago destacou que choveu 354 milímetros em fevereiro e perguntou se o mato na beira dos rios causou os alagamentos, como o da Santa Helena. Sineval negou, explicando que o problema foi o volume extremo: 160 litros de água por metro quadrado em apenas 40 minutos, o que o sistema não suporta.
Rogério Rossi, que conhece bem a região, apontou que a ponte da Santa Helena tem um estrangulamento na parte de baixo. Confirmando a informação, o secretário anunciou que o prefeito Baixinho e o vice Gê foram a São Paulo buscar recursos para construir três novas pontes de concreto, incluindo o alargamento da ponte da Santa Helena para acabar com o problema.
Novas lixeiras e plantio de árvores
Por fim, Thiago repassou a pergunta de um ouvinte sobre o plantio de árvores na Praça das Bandeiras. Sineval explicou que a substituição de árvores antigas precisa ser gradual para a cidade não virar um deserto, mas destacou que já houve plantios no Parque Linear, Cohab e Distrito Industrial.
O secretário encerrou fazendo um apelo: a prefeitura comprou 10 grandes lixeiras (contentores) e está adquirindo mais 20, mas parte da população continua jogando o lixo no chão, ao lado do equipamento. Ele pediu a ajuda dos moradores para utilizarem as lixeiras corretamente.


