Maria Inês Polatto, de 63 anos, faleceu após 14 dias internada com queimaduras em 75% do corpo. Homem foi preso em flagrante e prisão preventiva foi mantida pela Justiça.
#Queimadura #Incêndio #Itapuí #Justiça #Segurança #Bauru
Mulher falece após sofrer queimaduras graves em evento social
Maria Inês Polatto, de 63 anos, morreu nesta quinta-feira, 19 de março, no Hospital Estadual de Bauru, após 14 dias de internação. Ela sofreu queimaduras em aproximadamente 75% do corpo durante um churrasco realizado em Itapuí, a 44 quilômetros de Bauru.
Churrasco termina em tragédia após discussão entre participantes
O fato ocorreu na noite de 6 de março. De acordo com o boletim de ocorrência, testemunhas relataram que, após uma discussão acalorada durante o churrasco, um homem de 41 anos teria se dirigido a um depósito próximo, pegado um galão de gasolina, retornado ao local onde as pessoas estavam reunidas e espalhado o combustível pelo chão, dizendo que “mataria todo mundo”.
Em seguida, ele teria riscado um fósforo, provocando as chamas que atingiram os presentes. Duas testemunhas confirmaram essa versão dos fatos. A mesma versão foi sustentada por testemunhas presenciais do incidente.
Versão divergente do companheiro de vereador
Porém, um vereador de Itapuí, de 30 anos e companheiro do suspeito, apresentou uma versão diferente. Segundo ele, após discussão com o homem suspeito, este teria apenas desferido um chute no galão de gasolina, que ao se deslocar teria atingido a churrasqueira acesa, provocando uma explosão que resultou nas queimaduras.
Investigação e prisão do suspeito
A Polícia Científica foi acionada para realizar perícia no local dos fatos e identificar vestígios materiais da dinâmica do incêndio, além de avaliar a compatibilidade entre as versões apresentadas.
O homem suspeito foi preso em flagrante e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça na audiência de custódia. O vereador e o suspeito também foram atingidos pelas chamas, porém sem gravidade.
A ocorrência foi registrada inicialmente como tentativa de homicídio qualificado e agora é tratada como homicídio qualificado. O caso segue sob investigação.


