O prefeito Baixinho afirmou que o município quer gerenciar o pronto-socorro para melhorar o atendimento. Se a diretoria do hospital não aceitar, a Prefeitura construirá uma nova unidade em outro local. A gestão atual do hospital foi criticada por operar com apenas 22% da capacidade e atrasar o recebimento de verbas.
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Decisão tomada sobre o pronto-socorro
Durante entrevista ao Jornal da Clube, o prefeito Odirlei Félix (Baixinho) foi direto sobre o futuro do pronto-socorro de São Manuel. A Prefeitura, que envia os recursos financeiros para manter o local funcionando, quer assumir o controle total do atendimento. Segundo o prefeito, se a atual diretoria (Irmandade) não concordar em repassar a gestão, o município vai montar um pronto-socorro próprio em outro endereço.
A justificativa da administração municipal é que a Prefeitura recebe as críticas pelas falhas no atendimento, mas não tem poder para organizar o serviço. “Se é para levar pancada, então vamos levar de alguma coisa que nós administramos”, explicou Baixinho. Uma reunião decisiva com a diretoria do hospital está marcada para a próxima semana para definir a situação.
Atendimento continuará gratuito para a população
Para acalmar os moradores, o prefeito garantiu que o atendimento no pronto-socorro continuará sendo 100% gratuito. A ideia da Prefeitura não é administrar o local diretamente com funcionários próprios, mas contratar uma empresa especializada em saúde (como FAMESP, Unimed ou uma Organização Social) para organizar o fluxo médico e melhorar o tratamento aos pacientes de forma profissional.
“Quem paga a conta somos nós. A população não vai ter que pagar nada, vai continuar sendo atendida gratuitamente e da melhor forma possível”, reforçou o chefe do executivo.
Hospital opera com apenas 22% da capacidade
O vice-prefeito fez duras críticas à atual administração geral do hospital, apontando a falta de uma gestão técnica e profissional. Ele revelou que o hospital funciona hoje com apenas 22% da sua capacidade total de atendimento. Para a conta financeira fechar e o hospital conseguir se sustentar, o Governo do Estado exige que esse número seja de pelo menos 80%.
Como exemplo prático da má gestão, Gê Barros citou que o hospital está desde o final de 2024 sem conseguir receber R$ 500 mil em verbas enviadas por deputados. O motivo do atraso é a incapacidade da administração do hospital de montar os projetos e planos de trabalho exigidos pelo governo.
Em contraste, o vice-prefeito Gê Barros elogiou a UTI do hospital, que possui gestão terceirizada e profissional coordenada pelo médico João Henrique. A unidade de terapia intensiva é referência regional e opera com quase 90% de ocupação, sendo hoje a principal fonte de recursos que ajuda a sustentar o hospital.


