Rodovias do Tietê alega “risco estrutural” para não instalar grades e sugere que município faça apenas campanhas de conscientização, ignorando o perigo iminente. Apesar do clamor popular e dos riscos evidentes, o viaduto permanece sem qualquer proteção lateral física (grades ou telas), expondo a perigo tanto pedestres quanto os motoristas que trafegam na rodovia.
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Risco constante e justificativas polêmicas
O viaduto Alípio Gil, sobre o trevo Manoel Grandini Casquel em São Manuel voltou ao centro do debate após o registro de mais uma tentativa de suicídio no local nesta semana. A concessionária Rodovias do Tietê, responsável pela via, tem negado sistematicamente os pedidos para instalação de barreiras de segurança feitos tanto pela Câmara de São Manuel, como pela própria prefeitura. As justificativas apresentadas pela empresa às autoridades locais foram classificadas como “ridículas” e “inaceitáveis”.
As Alegações da Concessionária
Segundo relatos oficiais, a empresa apresentou três argumentos principais para não realizar a obra:
- Alegou que instalar uma estrutura de proteção poderia “prejudicar a estrutura do pontilhão”;
- Argumentou que a medida seria ineficaz, afirmando que “se a pessoa não pular ali, vai achar outro local”;
- Em resposta ao Ministério Público, disse que sua obrigação contratual se limita a passarelas e sugeriu que cabe ao município apenas “manter campanhas de conscientização”.
O que esperar agora?
A postura da concessionária é vista como um descaso com a vida humana, transferindo a responsabilidade de uma intervenção física necessária para ações apenas educativas.
Diante do impasse e da recorrência dos casos, o Poder Público de São Manuel prepara uma nova ofensiva. Será encaminhado um novo ofício exigindo providências imediatas para o fechamento lateral do dispositivo, nem que seja com telas de proteção. A expectativa é que a pressão conjunta das autoridades obrigue a Rodovias do Tietê a rever sua posição antes que novas tragédias ocorram.


