Bauru: Desaparecimento de feirante é sentido enquanto busca por corpo continua em caso de latrocínio


O desaparecimento de Dagmar Grimm Streger, de 76 anos, tem causado profunda dor e desolação entre seus colegas feirantes em Bauru. O corpo da aposentada está sendo procurado em um poço de 30 metros de profundidade em um caso que a Polícia Civil investiga como latrocínio. A ausência de Dagmar é particularmente sentida na Praça Nabih Gebara, no Jardim Estoril, onde ela mantinha seu tradicional ponto de venda de ovos.

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Dagmar, que era viúva e não tinha filhos, deixou um vazio marcante entre os amigos de longa data. Um feirante, que preferiu não se identificar, relatou que os caseiros Paulo Henrique Vieira, de 55 anos, e Daniela dos Santos Vieira, de 40, presos em 24 de dezembro em Salto do Itararé (PR) sob suspeita de homicídio, já tinham um histórico problemático. O casal confessou o crime e indicou onde o corpo havia sido descartado.

“Eles sempre estavam envolvidos com alguma coisa errada. Foram demitidos de uma chácara nos arredores do Lago Sul, em 2019, foram para outra e, cerca de seis meses depois, ficamos espantados em vê-los na barraca da dona Dagmar. Tentamos avisá-la de que o Paulo e a Dani eram problema, mas a dona Dagmar disse que, mesmo assim, iria dar essa oportunidade para eles”, recordou o feirante, lamentando a situação.

Os colegas também mencionaram que, após um período inicial sem problemas em 2024, a situação de Dagmar com os caseiros se deteriorou em 2025. “Ela começou a relatar que passou a ter problemas com eles, mesmo sendo caridosa, ofertando um lote de terra para o casal, mas que acabou comprando de volta, talvez por mau uso. A dona Dagmar era alegre, vibrante, sorridente, engraçada, fazia piadas e nunca aceitava desconto. Para ela, o preço justo era o justo. E isso, infelizmente, foi mudando, e ela passou a faltar com frequência na feira”, relembrou outro amigo, atribuindo as ausências aos “problemas” que os caseiros causavam.

“Prevíamos o pior”

A preocupação dos amigos era tamanha que, ao ver publicações sobre o desaparecimento de Dagmar, a mãe de um dos feirantes prontamente afirmou: “O Paulinho e a Dani mataram ela. Tenho certeza”. Dias depois, a dedução se confirmou com as informações divulgadas pela Polícia Civil.

Andamento do Caso

As buscas pelo corpo de Dagmar Grimm Streger continuam nesta sexta-feira (9) em um poço na propriedade rural onde ela residia, no bairro Rio Verde, em Bauru. Para o avanço dos trabalhos e a segurança das equipes, foi necessário demolir um imóvel secundário no local na última terça-feira (6).

As escavações envolvem equipes da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Obras), utilizando maquinário pesado da Prefeitura, além da Polícia Civil. O Corpo de Bombeiros também prestou auxílio nos primeiros dias e permanece à disposição da investigação.

O caso está sendo investigado como latrocínio. Dagmar vivia sozinha no sítio, onde o casal suspeito também residia em outra casa. Durante as investigações, foi constatado o desaparecimento do veículo da idosa, um Fiat Strada, que foi localizado posteriormente após negociações em diferentes cidades. Os filhos do casal suspeito, presos em 24 de dezembro no Paraná, ficaram sob a responsabilidade do Conselho Tutelar. Amigos da vítima relataram desconfianças de possíveis extorsões por parte dos caseiros.


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