São Manuel inova com terapia assistida por cães para crianças com autismo

A Prefeitura de São Manuel inaugurou um serviço pioneiro de terapia assistida por animais, focado em crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O projeto, uma parceria entre as secretarias de Saúde e da Pessoa com Deficiência, utiliza o cão de terapia Alex para auxiliar no desenvolvimento e criação de vínculo com os pacientes.

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Serviço gratuito é focado em crianças fora da APAE e conta com Alex, único cão de terapia da região

A Policlínica de São Manuel passou a abrigar um serviço inovador e sensível: uma sala de terapia assistida por animais, dedicada ao atendimento de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A iniciativa nasceu de uma parceria entre a Secretaria de Saúde, liderada por Maria Eduarda Corrêa de Barros (Duda), e a Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência, com a secretária Marcia Camargo (Tuca).

O protagonista do projeto é Alex, um Golden Retriever de dois anos, treinado especificamente para ser um cão de terapia. Segundo a psicóloga Keila, responsável pelo atendimento, Alex é o único cão com essa formação em um raio de centenas de quilômetros. Ele passou por um rigoroso processo de seleção e um ano de adestramento para atuar como um facilitador na terapia.

“O cão, ele me ajuda na formação de vínculo, ele me ajuda a manter a criança mais engajada durante a terapia”, explica Keila. Ela deu um exemplo prático de uma criança que não fazia contato visual, mas que, ao ver Alex com um colete customizado de dinossauros (seu personagem favorito), finalmente olhou para a terapeuta e disse “Uau!”, permitindo o início de uma conexão.

O serviço é gratuito e voltado para crianças com laudo de TEA que não são atendidas pela APAE, garantindo que o cuidado se estenda a todos. A triagem começa na Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência e, após a avaliação inicial, a criança é encaminhada para a psicóloga Keila. O projeto também prevê um grupo de apoio para as mães dessas crianças.

Neto Leal, o adestrador de Alex, explicou que o comportamento calmo do cão é ativado quando ele veste o colete de trabalho. “Assim que a gente tira o equipamento, ele volta a ser cachorro”, brinca.

O atendimento ocorrerá três vezes por semana, respeitando os horários de trabalho e descanso de Alex, com capacidade para atender seis crianças por dia.

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