INTERSSAN e Rede-Sans reconhecem importância da Associação Brasileira de Agricultura Biodinâmica

INTERSSAN e Rede-Sans reconhecem importância da Associação Brasileira de Agricultura Biodinâmica

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Maria Rita de Oliveira Marques afirma que a Associação Brasileira de Agricultura Biodinâmica é um patrimônio histórico de Botucatu.

O Centro de Ciência, Tecnologia e Inovação para Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional da UNESP (INTERSSAN) e a Rede de Defesa e Promoção da Alimentação Saudável Adequada e Solidária (Rede-SANS) apoiam a Associação Brasileira de Agricultura Biodinâmica (ABD) em sua luta para se manter em sua sede atual.

A entidade faz uma campanha que buscar sensibilizar a sociedade botucatuense, por meio de suas instituições representativas. Um dos resultados é que a Câmara de Vereadores vai realizar uma audiência pública para debater o tema nesta terça-feira, dia 31, a partir das 19h30. O evento será transmitido ao vivo pelo canal 31.3 da TV aberta e canal 2 da Net Claro.

A coordenadora do INTERSSAN e da Rede Sans, Maria Rita de Oliveira Marques afirma que a Associação Brasileira de Agricultura Biodinâmica é um patrimônio histórico de Botucatu.  “Todo esse movimento da ABD em favor da agroecologia fez da cidade de Botucatu referência, proporcionando uma identidade que é reconhecida internacionalmente a partir desse trabalho. Caso isso aconteça, será uma perda inestimável para Botucatu, uma descaracterização da imagem construída ao longo dos anos”, explica.

Uma dos reflexos do trabalho da ABD é a disseminação da cultura da agricultura biodinâmica pelo Brasil. A associação conta com um banco de sementes com mais de 1500 espécies diferentes, o que garante a soberania na região de Botucatu e a garantia de reprodução de um importante patrimônio genético. Outra ação importante é a capacitação de agricultores que hoje são responsáveis pelo fornecimento de alimentos para a merenda escolar. A entidade mantém também uma certificação participativa social orgânica que atende principalmente esses produtores. Fundamental nesses anos foi a recuperação da área que estava totalmente degradada. “Graças a esse trabalho, mantemos protegida uma nascente afluente do Rio Pardo, responsável pelo abastecimento de água de Botucatu”, garante o gestor Pedro Jovchelevich.

Pedro afirma que é importante criar um movimento, inclusive com o apoio da Prefeitura, que possibilite o contado com os proprietários da área que está em comodato com a associação há mais de 30 anos. “Recebemos uma notificação extrajudicial pedindo que deixemos o local. Os proprietários informaram que pretendem implantar um projeto imobiliário”, conta Jovchelevich.

Memória

A história da Estância Demétria começa com a família do empresário Pedro Schmidt fugindo dos nazistas para o Brasil. Ele conheceu a agricultura biodinâmica com a mãe. Ao chegar no país, criou a Giroflex, fábrica de móveis para escritório. Em 1961, voltou com a família para a Europa para estudar a pedagogia Waldorf. Em 1967, Schmidt criou uma entidade social denominada Associação Tobias, para quem doou a sua participação na Giroflex e a propriedade rural em Botucatu. Pedro Schmidt doou a fazenda Demetria para ABT em 1975.

Depois da morte de Pedro Schmidt, em 2007, a empresa enfrentou dificuldades financeiras e a Associação Tobias, então dona da Giroflex, acabou sendo vendida junto com a propriedade. Em 2015, a Fazenda Demetria é passada para empresa Hermes, que recentemente tomou a decisão de implantar o empreendimento imobiliário na área em questão, incluindo na parte ocupada pela Associação Biodinâmica. 

Thiago Melego

Radialista e jornalista. Formado em administração de empresas, gestão de recursos humanos, MBA em negociação e vendas. Atualmente cursando Análise e Desenvolvimento de Software.

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