Artigo: NUNCA É TARDE PARA MUDANÇAS, por Pedro Biandan

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Nunca tive medo de mudanças, porém sempre me mantive firme em tudo que me propus a fazer. Mesmo nas adversidades fiz com dedicação.

Passei pela política, enfrentei o ódio, a pressão, os dissabores do cargo, a decepção, as traições e a falsidade. Passei por provações a ponto de sentir-me despreparado. Nunca abri mão da lealdade e dos objetivos. Não fechei portas por onde passei, porém nunca retornei naquilo que nada me acrescentou.

Me afastei de algumas pessoas que sugavam minhas energias e meus bolsos, confesso que deixei de atender para não ser indelicado.

Mesmo tendo pessoas da família em outras frentes políticas, acreditei seguir os meus passos. Se deixei-me dividir? Acho que não, segui meus objetivos.

Comecei no PMDB lá em 1985, mas nunca militei, prestei serviços na justiça eleitoral, conheci os bastidores das eleições e processos de apuração de votos. Migrei para o PT na ausência celestial do amigo Eugênio Landi.

Tive um feito inédito, conduzi o partido a vitória e ao cargo de vice-prefeito em 2012, despertei interesses, inveja, atritos e discórdias, superei tudo mas retornei ao agora MDB, ocasião em que disputamos a reeleição e perdemos em 2016.

Sabíamos que perderíamos, tinhamos pesquisas, mas não esmorecemos até o final da campanha, que foi conduzida exatamente com as pressões dos anos de mandato, sofrendo diariamente com as articulações demasiadamente orquestradas.

Nunca fui político, servi a minha cidade com presteza durante os anos, auxiliei o Prefeito, os Diretores e Vereadores, concordei, discordei, fui ouvido em algumas ocasiões, outras nem tanto, mas nunca fui desleal, reconheci toda a ajuda. Fiz muito, se não fiz mais, foi devido as dificuldades, nunca pela falta de vontade ou determinação.

Não vou perder o meu tempo em pontuar, explicar ou debater os feitos, as obras ou tudo que iniciamos, a população viu, se não viu, no momento esta vendo menos ainda. Não vivo do passado, mas com afinco, miro no futuro.

Em uma conversa com duas pessoas que gosto, respeito e admiro muito, Adriano Dalio e José Carlos Biondon, decidi aceitar o convite e me transferir para o PV – Partido Verde.

Acredito na política feita dentro do mandato, com todas as oportunidades e frustrações, findada, cada um toma seu rumo, não existe grupo político que resista a perda de uma eleição, todos seguem seus caminhos.

Se serei candidato? Não sei responder ainda, depende do momento político, do cenário das candidaturas, e principalmente do meu Partido, PV, do qual, assim como fiz no PT e no MDB, terei lealdade. Uma coisa posso garantir, estamos conversando muito, por isso, outro fator de uma possível candidatura, será tomada em conjunto com toda a agremiação partidária, mesmo que estrategicamente, ciente de que existem outros nomes de peso dentro do partido.

O foco e o objetivo continuam, comungando também com os do partido, dentro de suas ideologias pacifistas e de união, a cidade num todo, com seus problemas e carências, porém com diferenciais nunca praticados por outros gestores.

Não cabe aqui qualquer crítica destrutiva a atual administração, pois eu conheço muito bem as dificuldades, eu não seria leviano, porém, a de se considerar sem hipocrisia, infelizmente as coisas não vão bem, isso é fato. É gritante a falta de direcionamento, às prioridades principais e um massante discurso de melhoria não vista.

Não existe anúncio de pré-candidatura. Que fique claro às especulações, o que existe é o desejo de mudança assim como qualquer cidadão da nossa querida cidade.

SOBRE O AUTOR:
Pedro Luiz Biandan, casado com Márcia Cristina Montanholi Biandan, 53 anos, formado em Administração de Empresas com Ênfase em Comércio Exterior, foi professor do ensino médio, vice prefeito de São Manuel entre 2013 e 2016, cartorário por 28 anos.

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